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IA preditiva x IA generativa: qual a diferença e quando usar cada uma

Entender a diferença entre IA preditiva e generativa ajuda a escolher a tecnologia de acordo com o problema da empresa. Afinal, antes de pensar na ferramenta, é preciso definir o que você espera receber: uma previsão, uma classificação ou um novo conteúdo?

Hoje, uma ferramenta é capaz de estimar quais clientes têm maior chance de cancelar um contrato, outra nos ajuda a escrever um e-mail para conversar com eles. 

Apesar das duas usarem inteligência artificial, entregam resultados diferentes. Neste artigo, descubra qual delas faz mais sentido para o seu negócio. Confira!

O que é IA preditiva?

Resumidamente, a IA preditiva analisa dados e identifica padrões para estimar um resultado. Em uma operação comercial, por exemplo, ela pode indicar quais oportunidades têm maior probabilidade de fechamento. No atendimento, pode ajudar a identificar clientes com maior risco de cancelamento.

O resultado pode aparecer como uma probabilidade, uma estimativa numérica ou uma classificação. Contudo, é importante lembrar que se trata de uma previsão, sujeita a erros, viu?

Apesar de apoiar a decisão da equipe, não determina com certeza o que uma pessoa fará.

Segundo a IBM, na definição de IA preditiva, esse tipo de aplicação usa dados históricos para reconhecer padrões e projetar resultados futuros. Para funcionar bem, depende de dados relevantes e de uma avaliação contínua do desempenho das previsões.

Pense em uma empresa que quer priorizar seus contatos comerciais: se ela possui um histórico organizado de negociações, pode usar esse material para estimar quais características costumam estar associadas a vendas concluídas. 

O time ganha um sinal para organizar o trabalho, sem deixar de considerar o contexto de cada oportunidade.

O que é IA generativa?

A IA generativa cria um novo resultado a partir de uma solicitação e o resultado pode ser um texto, uma imagem, um áudio, um vídeo ou um trecho de código. No dia a dia das empresas, ela costuma aparecer em tarefas como resumir reuniões, estruturar documentos, sugerir respostas e criar primeiras versões de conteúdos.

De acordo com a explicação da IBM sobre IA generativa, esses sistemas utilizam modelos treinados para gerar conteúdo em resposta às instruções recebidas.

Imagine que o comercial registrou uma reunião com um potencial cliente. A IA generativa pode transformar as anotações em um resumo e sugerir um e-mail de acompanhamento. O vendedor, então, confere se os compromissos foram descritos corretamente e adapta o texto antes de enviar.

Essa revisão faz parte do processo. Afinal, uma resposta bem escrita pode conter uma informação incorreta ou atribuir ao cliente algo que ele não disse.

IA preditiva e generativa

Qual é a principal diferença entre IA preditiva e generativa?

A maneira mais simples de distinguir as duas é olhar para a tarefa. A IA preditiva estima ou classifica, a IA generativa produz um novo conteúdo.

Se a pergunta é “quais clientes têm maior chance de não renovar?”, você está diante de um possível uso preditivo. Se a necessidade é “crie um roteiro para a conversa de renovação”, o uso é generativo.

A distinção se refere ao objetivo da aplicação, e não à ideia de que uma tecnologia “pensa no futuro” enquanto a outra nunca faz previsões. Modelos generativos também utilizam mecanismos estatísticos de previsão para produzir suas respostas. 

Uma comparação publicada pela IBM explica que a diferença prática está no tipo de resultado que se busca obter.

Quando usar cada uma na empresa?

A IA preditiva faz sentido quando existe uma decisão recorrente que pode ser apoiada por dados. Alguns exemplos são estimar demanda, prever vendas, identificar risco de cancelamento e ajudar a priorizar oportunidades. 

Entretanto, antes de adotá-la, vale conferir se a empresa registra as informações necessárias e se consegue verificar, depois, o quanto as previsões acertaram.

Já a IA generativa é útil quando o trabalho envolve organizar ou produzir informação: elaborar um rascunho, resumir documentos extensos, responder perguntas sobre uma base de conhecimento ou adaptar uma mensagem para diferentes públicos. Nesse caso, o processo precisa incluir contexto suficiente, checagem das respostas e cuidado com os dados compartilhados.

Mas atenção: as duas também podem trabalhar juntas, ok? Uma análise preditiva pode apontar clientes que merecem atenção, enquanto uma ferramenta generativa ajuda a equipe a preparar uma abordagem. 

A documentação do Google Cloud sobre a escolha entre IA tradicional e generativa apresenta essa combinação como uma possibilidade, conforme o caso de uso.

Quais cuidados vêm antes da implementação?

Comece por uma pergunta concreta: qual decisão ou tarefa precisa melhorar? Depois, defina como avaliar o resultado. 

Para uma previsão de cancelamento, por exemplo, observe se ela ajuda a identificar os casos relevantes com antecedência. Agora, para resumos de reuniões, verifique se as informações essenciais estão corretas e se a equipe realmente economiza tempo.

Também é necessário estabelecer quem revisa as saídas. O NIST, órgão norte-americano de padrões e tecnologia, destaca riscos específicos da IA generativa, incluindo a produção de informações falsas apresentadas de forma convincente.

No fim, a melhor escolha depende do problema: quando a empresa precisa estimar o que pode acontecer, a IA preditiva pode ajudar. Quando precisa criar ou organizar conteúdo, a IA generativa pode ser o caminho. 

E, quando as duas tarefas fazem parte do mesmo processo, combinar suas capacidades pode tornar o trabalho mais ágil, desde que os resultados sejam acompanhados e revisados por pessoas.

Ainda está meio confuso? Não tem problema! Marque um café conosco e te explicamos tudo com detalhes. Vai ser um prazer.

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